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Bem Vindo!



Mensagem do dia

"Tenhamos confiança na bondade de Deus, no amor que Ele tem às suas criaturas e avancemos com firmeza no coração para o alvo que a todos Ele mareou!" Léon Denis.

Bem Vindo!

ZECA

ZECA

O pequeno Zeca entrou em casa, após a aula, batendo forte os seus pés no assoalho da casa.

Seu pai, que estava indo para o quintal fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo, chamou o menino para uma conversa.

Zeca, de oito anos de idade, o acompanhou desconfiado.

Antes que seu pai dissesse alguma coisa, falou irritado:

"Pai, estou com muita raiva. O Juca não deveria ter feito aquilo comigo.

Desejo tudo de ruim para ele";

Seu pai, um homem simples mas cheio de sabedoria, escutou calmamente o filho, que continuou a reclamar:

"O Juca me humilhou na frente dos meus amigos; não aceito; gostaria que ele ficasse doente, sem poder ir a escola".

O pai escutou tudo calado, enquanto caminhava até o abrigo onde guardava um saco cheio de carvão.

Levou o saco até o fundo do quintal e o menino o acompanhou, calado.

Zeca viu o saco aberto e antes mesmo que ele pudesse fazer uma pergunta, o pai lhe propôs algo:

"Filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que esta secando no varal é o seu amiguinho Juca e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu, endereçado a ele.

Quero que você jogue todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço.

Depois eu volto para ver como ficou".

O menino achou que seria uma brincadeira divertida e pôs mãos a obra.

O varal com a camisa estava longe do menino e poucos pedaços acertavam o alvo.

Uma hora se passou e o menino terminou a tarefa.

O pai, que espiava tudo de longe, se aproximou do menino e perguntou:

" Filho, como esta se sentindo agora?".

Estou cansado, mas alegre, porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa".

O pai olhou para o menino, que estava sem entender a razão daquela brincadeira, e carinhosamente falou:

"Venha comigo até o meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa".

O filho acompanhou o pai e foi colocado na frente de um grande espelho, no qual podia ver todo o corpo.

Que susto!

Só se conseguia enxergar seus dentes e os olhinhos.

O pai então, lhe disse ternamente:

"Filho, você viu que a camisa quase não se sujou, mas olhe só para você.

O mau que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu.

Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a borra, os resíduos, a fuligem, tudo fica sempre em nos mesmos".

Zeca teceu um sorriso envergonhado e falou feliz:

"Vou tomar um banho e depois lavar a camisa"...

 

Autor Desconhecido

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