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Bem Vindo!



Mensagem do dia

"A consciência é uma, porém, se manifesta diversificadamente: de uma forma restrita, na vida normal, pelo fato de ser limitada pelo organismo" Léon Denis.

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Parábola dos Talentos

Parábola dos Talentos

14Pois será como um homem que, viajando para o estrangeiro, chamou seus servos, e entregou-lhes seus bens. 15A um deu cinco talentos, a outro dois, a outro um. A cada um de acordo com a sua capacidade. E partiu. Imediatamente, 16 o que recebera cinco talentos saiu a trabalhar com eles e ganhou outros cinco. 17Da mesma maneira, o que recebera dois ganhou outros dois. 18Mas aquele recebera um só, tomou-o e foi abrir uma cova no chão. E enterrou o dinheiro do seu senhor. 19Depois de muito tempo, o senhor daqueles servos voltou e pôs-se a ajustar contas com eles. 20Chegando aquele que recebera cinco talentos, entregou-lhe outros cinco, dizendo: ‘Senhor, tu me confiaste cinco talentos. Aqui estão outros cinco que ganhei’. 21Disse-lhe o senhor: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei. Vem alegrar-te com o teu senhor’! 22 Chegando também o dos dois talentos, disse: ‘Senhor, tu me confiaste dois talentos. Aqui estão outros dois talentos que ganhei’. 23Disse-lhe o seu senhor: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei. Vem alegrar-te com o teu senhor!’ 24 Por fim, chegando o que recebera um talento, disse: ‘Senhor, eu sabia que és homem severo, que colhes onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste. 25 Assim, amedrontado, fui enterrar o teu talento no chão. Aqui tens o que é teu’. 26 A isto respondeu-lhe o senhor, ‘Servo mau e preguiçoso, sabias que colho onde não semeei e que ajunto onde não espalhei? 27 Pois então devias ter depositado o meu dinheiro com os banqueiros e, ao voltar, receberia com juros o que é meu. 28 Tirai-lhe o talento que tem e dai-o aquele que tem dez, 29 porque a todo aquele que tem será dado e terá em abundância, mas aquele que não tem, até o que tem lhe será tirado. 30Quanto ao servo inútil, lançai-o fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes!’

Mateus 25:14-30

É inegável que as passagens evangélicas podem ter diversas interpretações, principalmente, sob as luzes resplandecentes da Doutrina Espírita. Em especial, a Parábola dos Talentos nos proporciona profundas reflexões sobre nossa missão como co-criadores na Obra Divina. Uma brilhante interpretação, dentre as várias possíveis, compara o “Senhor” a Deus; os “servos” a humanidade; os talentos como sendo os bens e os recursos que nos foram outorgados pela Divina Providência e o tempo para a movimentação dos talentos como a existência terrena [2,3].

Com isso, não há privilegiados ou excluídos para o Senhor [4]. Há talentos distribuídos por todas as criaturas e em toda a parte [5]. Entretanto, a cada um é dado segundo suas obras, ou seja, em sua infinita misericórdia e bondade, o Senhor reparte seus dons de acordo com a capacidade de cada um [4]. Os talentos de Deus, comenta o benfeitor Emmanuel, são iguais para todos, competindo a nós outros a solução do problema alusivo à capacidade de recebê-los [5], no decorrer dessa existência terrena e, também, nas sucessivas reencarnações. Isso porque não seria justo recebermos mais do que temos capacidade de administrar [2].

Os servos que receberam cinco e dois talentos, ao multiplicá-los, cumpriram com a vontade de Deus, de forma a contribuir para seu progresso espiritual. Por outro lado, o servo que não soube multiplicar um único talento que lhe foi outorgado, representa um homem que perde a oportunidade ensejada para seu adiantamento espiritual [3]. Neste caso, o servo negligente coloca o medo como principal causa de seu insucesso [7]. Por definição, o medo é um sentimento de inquietação, de apreensão em face de um perigo real ou imaginário. O medo, edifica muros altos ao discernimento, impedindo análises, reflexões e soluções para nosso cotidiano, qual lanterna que se apaga na mente [8]. Além disso, é um grande gerador de bloqueios, com perda de novas oportunidades de aprendizado. Assim, nota-se que o medo tem contribuído, em várias ocasiões, com o estacionamento de nosso progresso espiritual. Entretanto, em especial, neste momento de transição planetária, é notório sedimentar em nossos corações a fé em Deus e em seus desígnios, como forma de cumprir adequadamente nossos deveres, isto é, a multiplicação dos talentos que nos foram concedidos.

Emmanuel nos traz duas importantes representações dos talentos divinos: tempo e oportunidade [9,10]. Assim, segundo ele, ninguém vive deserdado da riqueza das horas e das oportunidades para consagrar-se ao bem [9]. Por meio desses talentos, podemos colher e sedimentar ensinamentos nobres; cultivar a fraternidade; oferecer consolo ao irmão necessitado; semear preces, sorrisos, afeto e um pensamento de auxílio a um espírito necessitado ou mesmo um pensamento nobre ao círculo da maledicência. Enfim, por meio do exercício da multiplicação dos talentos, poderemos construir os alicerces indispensáveis à paz da própria existência [9]. Essa multiplicação é favorecida por duas Leis Divinas: convivência em sociedade e trabalho. Portanto, ciente dos recursos a nós concedidos, torna-se imprescindível colocarmos nossas mãos à disposição da Obra Divina!

Referências

1. O Novo Testamento/tradutor Haroldo Dutra Dias; revisor Cleber Varandas de Lima. Brasília, DF: Conselho Espírita Internacional, 2010. 600p.

2. CERQUEIRA FILHO, A. de. Parábolas terapêuticas: uma abordagem psicológica transpessoal das parábolas e outros ensinamentos de Jesus. 2º ed. Santo André, SP: EBM Editora, 2012. 305p.

3. CALLIGARIS, R. Parábolas Evangélicas: à luz do Espiritismo. 11º ed. Rio de Janeiro: FEB, 2010. 112p.

4. SCHUTEL, C. Parábolas e Ensinos de Jesus. Matão, SP: Casa Editora O Clarim, 2012. 512p.

5. EMMANUEL (Espírito). Dinheiro. [psicografado por] Francisco Cândido Xavier. Editora IDE.

6. EMMANUEL (Espírito). Palavras de Vida Eterna. [psicografado por] Francisco Cândido Xavier. 1º ed. 38 imp.. Uberaba/MG: Editora Comunhão Espírita Craitã, 2013. 384p.

7. EMMANUEL (Espírito). Fonte Viva. [psicografado por] Francisco Cândido Xavier. 1º ed. 6 imp. Brasília, DF: FEB, 2013. 395p.

8. KÜHL, E. Vencendo nossos medos. 

9. EMMANUEL (Espírito). Moradias de luz. [psicografado por] Francisco Cândido Xavier. Editora Cultura Espírita.

10 EMMANUEL (Espírito). Reformador. [psicografado por] Francisco Cândido Xavier. Rio de Janeiro: FEB, 1954, p. 287.

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