Offline
Evangelho no larMensageiro FraternoNovo Lições FraternaisNovo Momento de VibraçãoNovo ENVNova Palestra

Bem Vindo!



Mensagem do dia

"Tenhamos confiança na bondade de Deus, no amor que Ele tem às suas criaturas e avancemos com firmeza no coração para o alvo que a todos Ele mareou!" Léon Denis.

Bem Vindo!

Melancolia

Melancolia


A vaga tristeza que se apodera do coração, quase que de maneira imperceptível, levando a pessoa a considerar amarga a existência, chama-se melancolia. Se não combatida no íntimo pode desencadear estados de angústia profunda e depressão.
Este abatimento se revela, muitas vezes, através de pequenos contratempos do cotidiano, coisas simples e corriqueiras que assumem cores mais escuras que a realidade. Ouvir uma reprimenda, tirar notas baixas na escola, desentender-se com um familiar…
Qualquer motivo acaba desencadeando esse estado de melancolia, que, diga-se passagem, precisamos combater. Uma das maneiras de enfrentar a melancolia é identificar o agente causador e, o mais rápido possível, atacar a raiz do problema, solucionando-o.
Isso nos faz lembrar a história de “…um professor muito estimado pela espontaneidade e alegria que dele emanava. Todos o procuravam quando passavam por dificuldade.
Quando ele via alguém com um semblante tristonho a caminho de sua sala, ele pegava um papel e uma caneta e pergunta:
Qual é o problema?

Na medida que a pessoa ia falando ele ia anotando todas as queixas: notas baixas, briga com o melhor amigo, derrota no esporte, um resfriado…  Em grande parte, as situações eram coisas simples e de fácil solução, se buscada com seriedade. Normalmente, as pessoas que iam conversar com ele, ao olhar as muletas que ficavam escoradas na sua escrivaninha e que denunciavam a paralisia do jovem mestre, sentiam-se envergonhadas por entristecer-se por tão pouco.
A melancolia pode ser estimulada por uma mágoa, um pneu furado, uma dificuldade amorosa, um dia vazio, um bolso vazio, um estômago vazio, um coração vazio…
Mentalmente, pode-se puxar um papel e escrever exatamente o que provoca esse estado de infelicidade e trabalhar por eliminá-lo.
Algumas coisas são imodificáveis, outras não; identificá-las é que diferencia o homem sereno do homem melancólico.  Aos primeiros sinais de melancolia pode-se utilizar alguns antídotos:

1 – sair da rotina e fazer algo diferente, que desejava há muito tempo, mas nunca teve oportunidade de fazer;

2 – dedicar-se a dar alegria a alguém, sem exigir absolutamente nada em troca;

3 – adquirir novos conhecimentos, leituras, amizades; buscar na memória momentos da vida em que sentiu extrema felicidade…

A melancolia está diretamente ligada ao estado de espírito da solidão e do ócio.
Então, a solução é não ser solitário, nem ser ocioso.
Se formos ociosos, não sejamos solitários.
Se formos solitários, que não sejamos ociosos.
Todos temos algo a desempenhar, seja junto à família ou a coletividade.
A felicidade, presente e futura, depende do cumprimento dessa tarefa, com alegria, sempre.  
Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo V, item 25, encontramos a expressiva mensagem assinada pelo Espírito François de Genêve, exatamente com esse título: Melancolia.

O autor espiritual assinala: “(…) resisti com energia a essas impressões que enfraquecem vossa vontade. (…) Lembrai-vos de que tendes a cumprir, durante vossa prova na Terra, uma missão de que não suspeitais, seja em vos devotando à vossa família, seja cumprindo os diversos deveres que Deus vos confiou. (…)” A mensagem tem apenas dois parágrafos, é bem compacta, mas de grande beleza e sugiro ao leitor tê-la na íntegra no coração, pois seu conteúdo tem o sabor de orientação viva aos desafios diários que são normais para nossa condição humana, no estágio que nos encontramos.

Vá ao livro, leitor amigo, sugiro-te com ênfase. Concentre-se especialmente no segundo parágrafo e se acaso você enfrente esses momentos desafiadores de tristezas continuadas, encontrará no texto o conforto que seu coração busca com ansiedade, desejando-se libertar-se para viver com alegria…

 

Autor: Orson Peter Carrara

Nota do autor: adaptação de texto original de Luís Roberto Scholl, de Santo Ângelo-RS.

Comentários

Comentário enviado com sucesso!
Carregando comentários...