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Mensagem do dia

"A consciência é uma, porém, se manifesta diversificadamente: de uma forma restrita, na vida normal, pelo fato de ser limitada pelo organismo" Léon Denis.

Bem Vindo!

Verdadeiro exercício da mediunidade

Verdadeiro exercício da mediunidade

Gostaria de começar com uma reflexão de Francisco Xavier quando perguntado:

“– Como entende você a mediunidade espírita com Jesus?”[1]

A que ele respondeu:

“– Para mim, e digo isso apenas com respeito à minha pobre e apagada pessoa, mediunidade espírita com Jesus tem sido um processo de iluminação, pelo qual, quanto mais os Bons Espíritos escrevem e se comunicam por meu intermédio, mais evidentes se tornam os meus defeitos e inferioridades, não só perante os outros como também diante de mim mesmo.

Compreendo, desse modo, que mediunidade com Jesus para mim tem sido um encontro progressivo e constante comigo mesmo, em que a luz dos Amigos Espirituais me mostra, sem violência, quanto preciso ainda aprender e trabalhar para melhorar-me.”[1]

Diante dessa resposta oferecida pelo Chico, podemos perceber que o exercício da mediunidade com amor e caridade, à luz do Evangelho do Cristo, já se mostra recompensa mais do que suficiente àquele que se dedica ao trabalho de intercâmbio entre o Plano Espiritual e o plano físico, com vistas à aplicação do bem e amparo aos que sofrem e buscam compreender a razão do que lhes acontece.

Paulo, em uma de suas cartas, lembra a seus auxiliares, no trabalho de disseminação dos ensinamentos do Mestre, que eles não deverão buscar seu sustento junto às igrejas e comunidades que visitam. Devem, sim, exercer um ofício para ter condições de adquirir o alimento e o que lhes for necessário à vida. O trabalho de divulgação do Evangelho não poderá ser a visto como fonte de sustento.

Diz-nos o Evangelho Segundo o Espiritismo:

“Procure, pois, aquele que carece do que viver, recursos em qualquer parte, menos na mediunidade; não lhe consagre, se assim for preciso, senão o tempo de que materialmente possa dispor. Os Espíritos lhe levarão em conta o devotamento e os sacrifícios, ao passo que se afastam dos que esperam fazer deles uma escada por onde subam.”[2]

Em O Livro dos Médiuns, encontramos:

“Todas as faculdades são favores pelos quais deve a criatura render graças a Deus.”[3]

Em mais uma reflexão de Francisco Xavier, a respeito do assunto, quando perguntado:

“– Então quem trabalha tanto e trabalhou tanto até agora, nada recebe pelo seu trabalho?”

Resposta de Chico Xavier:

“- Graças a Deus, nunca entrou em nossas cogitações receber qualquer remuneração pelos livros psicografados, que os nossos amigos espirituais consideram como sendo um depósito sagrado. Mas é preciso que eu me explique. Tenho tido uma compensação muito maior do que aquela que pudesse vir ao meu encontro através do dinheiro: é a compensação da amizade.

O Espiritismo e a mediunidade trouxeram-me amigos tão queridos, que me dispensam tanto carinho, que eu me considero muito mais feliz com estes tesouros do coração, como se tivesse milhões à minha disposição.”

É assim que devemos nos sentir no exercício da mediunidade, em qualquer circunstância: gratos pela oportunidade maravilhosa de sermos úteis àqueles que buscam amparo, compreensão, acolhimento em seus momentos de dores, dúvidas e angústias.

Essa faculdade nos é oferecida como bênção e oportunidade de reajuste em razão de faltas cometidas, desvios de comportamento em outras vidas. É importante que tenhamos consciência disso para que sejamos instrumentos úteis nas mãos de nossos mentores e espíritos amigos.

Ainda no Evangelho Segundo o Espiritismo encontramos que, para os médiuns, a mediunidade é “um dom gratuito: o de serem intérpretes dos Espíritos, para instrução dos homens, para lhes mostrar o caminho do bem e conduzi-los à fé, não para lhes vender palavras que não lhes pertencem, a eles médiuns, visto que não são fruto de suas concepções, nem de suas pesquisas, nem de seus trabalhos pessoais.”[2]

Todos devem ter acesso à Luz oferecida pelo Evangelho e pelos Espíritos amigos. Ninguém poderá ser privado de receber qualquer auxílio espiritual em razão de não ter condições de pagar. Esse amparo deverá estar à disposição de todos, independente da condição financeira.

Como nos esclarece o Evangelho: “Tal a razão por que a mediunidade não constitui privilégio e se encontra por toda parte. Fazê-la paga seria, pois, desviá-la do seu providencial objetivo.” [2]

 

Autora: Elda Evelina

Fonte: https://www.eldaevelina.com

Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, …; de graça recebestes, de graça dai.” Mateus 10:8

[1] Instruções Psicofônicas – F. C. Xavier – Espíritos diversos

[2] Capítulo XXVI do Evangelho Segundo o Espiritismo, itens 7 e 10

[3] Livro dos Médiuns – da influência moral do médiun

“Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, …; de graça recebestes, de graça dai.” Mateus 10:8

 

Evangelho Segundo o Espiritismo – Capítulo XXVI

  1. Os médiuns atuais – pois que também os apóstolos tinham mediunidade – igualmente receberam de Deus um dom gratuito: o de serem intérpretes dos Espíritos, para instrução dos homens, para lhes mostrar o caminho do bem e conduzi-los à fé, não para lhes vender palavras que não lhes pertencem, a eles médiuns, visto que não são fruto de suas concepções, nem de suas pesquisas, nem de seus trabalhos pessoais. Deus quer que a luz chegue a todos; não quer que o mais pobre fique dela privado e possa dizer: não tenho fé, porque não a pude pagar; não tive o consolo de receber os encorajamentos e os testemunhos de afeição dos que pranteio, porque sou pobre. Tal a razão por que a mediunidade não constitui privilégio e se encontra por toda parte. Fazê-la paga seria, pois, desviá-la do seu providencial objetivo. […]
  2. A mediunidade é coisa santa, que deve ser praticada santamente, religiosamente. Se há um gênero de mediunidade que requeira essa condição de modo ainda mais absoluto é a mediunidade curadora. O médico dá o fruto de seus estudos, feitos, muita vez, à custa de sacrifícios penosos. O magnetizador dá o seu próprio fluido, por vezes até a sua saúde. Podem pôr-lhes preço. O médium curador transmite o fluido salutar dos bons Espíritos; não tem o direito de vendê-lo. Jesus e os apóstolos, ainda que pobres, nada cobravam pelas curas que operavam.

Procure, pois, aquele que carece do que viver, recursos em qualquer parte, menos na mediunidade; não lhe consagre, se assim for preciso, senão o tempo de que materialmente possa dispor. Os Espíritos lhe levarão em conta o devotamento e os sacrifícios, ao passo que se afastam dos que esperam fazer deles uma escada por onde subam.

O que é mediunidade

“382 Qual a verdadeira definição da mediunidade?

– A mediunidade é aquela luz que seria derramada sobre toda carne e prometida pelo Divino Mestre aos tempos do Consolador, atualmente em curso na Terra. (…)

Sendo luz que brilha na carne, a mediunidade é atributo do Espírito, patrimônio da alma imortal, elemento renovador da posição moral da criatura terrena, enriquecendo todos os seus valores no capítulo da virtude e da inteligência, sempre que se encontre ligada aos princípios evangélicos na sua trajetória pela face do mundo.”

Do livro “O Consolador”, Emmanuel, por Chico Xavier

Médiuns somos todos nós … Responsabilidade e compromisso

“A mediunidade é dom divino, nada deve retirar dela essa característica; quanto a nós, resta-nos o dever de aproveitá-la para o entendimento da Lei e da grandiosidade do Criador, utilizando-a como recurso de transformação na sagrada tarefa de servir.”

De o livro “Mediunidade com Jesus”, de Carlos, por Roberto Lúcio V. de Souza

Sugestões de leitura

Novos rumos para o Centro Espírita – Joanna de Ângeliz, por Divaldo Franco

O Consolador – questões 382, 387, 409 e 411 — Emmanuel, por Chico Xavier

Meditações diárias – André Luiz, por Chico Xavier

Livro dos Médiuns – Da influência moral do médium – questões 226 a 230 — Allan Kardec

Livro dos Espíritos – Da intervenção dos Espíritos — questões 456 a 572 — Allan Kardec

Instruções Psicofônicas – F. C. Xavier – Espíritos diversos

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