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Mensagem do dia

"A luz não deve ir nem muito adiante, nem muito atrás... Para que possamos enxergar, é preciso que ela caminhe ao nosso lado...". CHICO XAVIER.

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Parábola do Festim das Bodas

Parábola do Festim das Bodas
Nesta parábola, Jesus utiliza um fato comum (casamento) para nos transmitir importantes ensinamentos espirituais.
Todos sabemos que as bodas se dividem em duas partes: uma é a cerimônia e a outra o banquete nupcial.
Nessa parábola, precisamos identificar as personagens e entender o papel que cada uma representa na parábola.
O REI é DEUS.
O FILHO é JESUS.
As BODAS DO FILHO representam a chegada do EVANGELHO à TERRA.
O BANQUETE NUPCIAL é a comunhão entre os dois planos da VIDA (terrena e celestial).
O REINO DOS CÉUS é a VIDA CELESTIAL, morada dos Espíritos Puros, tais como Jesus.
Os SERVOS são os PROFETAS, os APÓSTOLOS, os MISSIONÁRIOS, que Deus manda à Terra de tempos em tempos.
O JANTAR e as IGUARIAS preparadas são os ensinamentos espirituais; se, por um lado, os ALIMENTOS fortalecem o corpo, os ENSINOS ESPIRITUAIS fortalecem o Espírito. E é desse alimento que Jesus nos fala na parábola.
A TÚNICA NUPCIAL representa o perispírito e a pureza das intenções.
Os primeiros CONVIDADOS são os hebreus e os últimos são todos os povos do mundo, que na época eram os gentios.
Agora, de posse dessas chaves, passamos a interpretar a parábola passo-a-passo.
O Reino dos Céus se assemelha a um rei que, querendo festejar as bodas de seu filho, despachou seus servos a chamar os que tinham sido convidados; estes, porém, recusaram ir.
Deus mandou Jesus (o filho) à Terra, para nos trazer o Evangelho.
Para receber o Evangelho, mandou convidar, em primeiro lugar, o povo de Israel.
Este primeiro convite foi recusado, sem maiores explicações; esses representam os incrédulos, aqueles que ignoraram o convite sem dar motivo.
O rei despachou outros servos com ordem de dizer da sua parte aos convidados:
- Preparei o meu jantar; mandei matar os meus bois e todos os meus cevados; tudo está pronto; vinde às bodas.Eles, porém, sem se incomodarem com isso, foram-se, um para a sua casa de campo, outro para o seu negócio.
 
Esse segundo convite também foi recusado, mas por motivos fúteis; essas são as pessoas mundanas, materialistas, preocupadas apenas com as coisas terrenas, os indiferentes aos ensinamentos espirituais.
Outros pegaram os servos, os ultrajaram e depois os mataram.
O terceiro convite também foi recusado, agora pelos orgulhosos e fanáticos: os FARISEUS e SADUCEUS, que não se limitaram a recusar o convite, mas também ultrajaram e mataram os enviados.
Na verdade, não se pode acusar todo o povo de Israel, pois Jesus aponta na direção dos FARISEUS e dos SADUCEUS, como os responsáveis por recusar os seus ensinamentos.
Sabendo disso, o rei se tomou de cólera e, mandando contra eles seus exércitos, exterminou os assassinos e lhes queimou a cidade.
Com essa frase Jesus mostra que, graças à recusa do povo eleito por Deus em receber o Evangelho, foi colocada em movimento a LEI DE AÇÃO E REAÇÃO, e que, por isso, o povo de Israel sofreria as conseqüências da recusa ao convite para o banquete nupcial.
Vários foram os lamentos de Jesus sobre Jerusalém, como podemos ler, por exemplo, em Mateus, 23:37-38 e Lucas, 13:34-35:
“Jerusalém, Jerusalém! Que mata os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes! Eis que a vossa casa vos ficará deserta.”
Continuando...
Então, disse (o Rei) a seus servos:
- O festim das bodas está inteiramente preparado; mas, os que para ele foram chamados não eram dignos dele.
- Ide, pois, às encruzilhadas e chamai para as bodas todos quantos encontrardes.Os servos então saíram pelas ruas e trouxeram todos os que iam encontrando, bons e maus; a sala das bodas se encheu de pessoas que se puseram à mesa.
Tendo o POVO DE ISRAEL (primeiros convidados) recusado o convite, Deus manda convidar TODOS OS POVOS (segundos convidados) para o banquete nupcial. As portas para receber o Evangelho estariam abertas a todos.
Com isso, Jesus nos mostra que o EVANGELHO iria ser pregado a qualquer pessoa; a todos os outros povos, pagãos e idólatras (os gentios), e estes, aceitando o convite, seriam admitidos ao banquete nupcial, em lugar dos primeiros convidados, sem distinção de classe, sexo, idade, raça e méritos.
Entrou, em seguida, o rei para ver os que estavam à mesa, e, dando com um homem que não vestia a túnica nupcial, disse-lhe:
- Meu amigo, como entraste aqui sem a túnica nupcial?
Como assim? O que Jesus quer dizer com entrar sem a túnica nupcial?
O rei não mandou que os servos convidassem qualquer um que encontrassem pelo caminho?
Não permitiu que todos entrassem no banquete nupcial?
Não foram todos pegos de sopetão com o convite? Como poderiam se arrumar para a festa com roupa adequada?
Que história é essa de túnica nupcial?
A túnica nupcial não é a roupa que preparamos para ir a um casamento.
A túnica nupcial são as boas intenções, as boas obras, o amor, a pureza, a humildade, a bondade e a mansuetude.
Estar vestido com a túnica nupcial representa todos aqueles que estão dispostos a fazer a vontade do Pai; aqueles que querem viver de conformidade com o Evangelho.
E Jesus nos mostra que o Rei (Deus) percebeu a má intenção daquele convidado, a dissimulação; o Rei (Deus) percebeu que aquele homem não tinha boas intenções, como os outros; por isso disse que ele não vestia a túnica nupcial.
Então, disse o rei à sua gente:
- Atai-lhe as mãos e os pés e lançai-o nas trevas exteriores: ali haverá choro e ranger de dentes, porque muitos são chamados, mas poucos os escolhidos.E o que significa atar as mãos e os pés e ser lançado nas trevas exteriores?
 
Essa frase nos mostra que, aqueles que se recusam a ouvir as verdades que Jesus nos ensinou terão que passar por reencarnações expiatórias. E que essas reencarnações serão impostas coercitivamente; o ESPÍRITO não poderá usar de seu livre-arbítrio na escolha de sua próxima reencarnação. Esse o significado de atar as mãos e os pés e ser lançado nas trevas exteriores, ser privado da liberdade de agir, de escolher.
Kardec nos explica isso na questão 262-a, do Livro dos Espíritos:
“Deus (...) pode impor certa existência a um Espírito, quando este, pela sua inferioridade ou má vontade, não se mostra apto a compreender o que lhe seria mais útil, e quando vê que tal existência servirá para a purificação e o progresso do Espírito, ao mesmo tempo que lhe sirva de expiação.”
A frase (...) ali haverá choro e ranger de dentes significam as encarnações expiatórias, nas quais o Espírito passará pela DOR, necessária para a  EXPIAÇÃO de seus erros.
Por fim, quando Jesus diz: muitos serão chamados, mas poucos os escolhidos, Ele nos mostra que muitos querem receber o Evangelho e entrar no Reino dos Céus, mas que poucos fazem o que é necessário: abandonar os vícios e as paixões materiais e, o mais importante, fazer a reforma moral.

 

Mas não basta a ninguém ser convidado; não basta dizer-se cristão, nem sentar-se à mesa para tomar parte no banquete celestial. É preciso, antes de tudo e sob condição expressa, estar revestido da túnica nupcial, isto é, ter puro o coração e cumprir a lei segundo o espírito. Ora, a lei toda se contém nestas palavras: Fora da caridade não há salvação. Entre todos, porém, que ouvem a palavra divina, quão poucos são os que a guardam e a aplicam proveitosamente! Quão poucos se tornam dignos de entrar no reino dos céus! Eis por que disse Jesus: Chamados haverá muitos; poucos, no entanto, serão os escolhidos.
Autora: Anne Marie Lanatois

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