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Mensagem do dia

"A consciência é uma, porém, se manifesta diversificadamente: de uma forma restrita, na vida normal, pelo fato de ser limitada pelo organismo" Léon Denis.

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Suicídio na Visão Espírita

Suicídio na Visão Espírita

 

Por que as pessoas cometem suicídio?

As causas que conduzem uma pessoa ao suicídio são diversas, mas todas indicam desconhecimento de como funcionam a justiça e a misericórdia divinas. Materialismo, solidão, depressão, enfermidades incuráveis, violência, maus-tratos, abusos de todo tipo, pobreza extrema, fanatismo religioso, negligência e abandono familiar, perdas afetivas, alcoolismo, drogadição, distúrbios mentais, desesperança, obsessão de espíritos, estão entre as principais causas.

Tipos de suicídio

O suicídio pode ser classificado como: direto ou intencional e indireto.  O intencional resulta de um ato consciente, planejado e, às vezes, com riqueza de detalhes. O indireto resulta de hábitos e comportamentos viciosos que lesam a saúde física ou psíquica, ou ambas, e abreviam a existência programada na Terra.

No suicídio intencional deve-se considerar não só a infração às Leis Divinas, mas também o ato de violência que se comete contra si mesmo, por meio da premeditação mais profunda, o que gera um remorso muito mais intenso quando o espírito desperta no plano espiritual.

Consequências espirituais

Atormentada de muita dor, a consciência desperta em terríveis níveis de sofrimento espiritual. Terá de suportar as más companhias de outros espíritos que atraiu para si própria, pelo tempo necessário para a sua renovação. Contudo, as consequências não causam somente o sofrimento no íntimo da consciência. Há também os desequilíbrios provocados no corpo espiritual, com implicações inevitáveis para as próximas encarnações.

É assim que, após um determinado período de reeducação, os espíritos suicidas retornam ao plano carnal, com severas limitações físicas, que lhes reflete as penas e angústias na forma de doenças e deficiências.

Consequências físicas

Os que se envenenaram, de acordo com o tipo de tóxico que utilizaram, renascem trazendo problemas digestivos, doenças sanguíneas e disfunções hormonais, entre outros tantos males. Quem incendiou o próprio corpo, amarga doenças de pele. Os que se asfixiaram, seja por afogamento ou por inalação de gás tóxico, trazem implicações nas vias respiratórias e doenças pulmonares crônicas. Aqueles que se enforcaram convivem com dolorosos distúrbios do sistema nervoso, como paralisia cerebral. Os que estilhaçaram a própria cabeça, experimentam deficiências mentais. Os que se jogaram de grandes alturas reencarnam portando disfunções musculares ou ósseas.

Segundo o tipo de suicídio, direto ou indireto, surgem as deficiências orgânicas. Elas correspondem a diversos problemas congênitos, inclusive falta de membros e o câncer, a surdez e a mudez, a cegueira e as deficiências mentais, que servem como terapia providencial para a cura da alma.

Em paralelo a estes quadros de provação regenerativa, a medicina, por outro lado, em sua missão redentora, auxilia e recupera os enfermos de acordo com os créditos morais que reconquistaram e segundo o merecimento de cada um.

Cuidemos, pois, da nossa existência terrena como algo muito precioso, porque nossos corpos são sempre instrumentos divinos, para que neles aprendamos a crescer para a luz e a viver para o amor, perante a glória de Deus.

XAVIER, Francisco Cândido. Religião dos espíritos. Cap. 48.

 

Comentário de Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, Questão 957

Semelhanças nos casos

A observação mostra, realmente, que os efeitos do suicídio não são idênticos. Há, porém, os que são comuns a todos os casos de morte violenta e que resultam da interrupção brusca da vida. Isso se deve principalmente à persistência mais prolongada e tenaz do laço que une o Espírito ao corpo, já que esse laço se encontra em todo seu vigor quando é rompido, enquanto na morte natural ele se enfraquece gradualmente e muitas vezes se desfaz antes mesmo que a vida se haja extinguido completamente. As consequências desse estado de coisas são o prolongamento da perturbação espiritual, sucedendo um período de ilusão em que o Espírito, durante mais ou menos tempo, julga ainda estar encarnado.

Ligação à matéria

A afinidade que persiste entre o Espírito e o corpo produz, em alguns suicidas, uma espécie de repercussão do estado do corpo sobre o Espírito. Assim, sente os inevitáveis efeitos da decomposição, fazendo-o experimentar uma sensação cheia de angústias e de horror. Esse  estado também pode persistir pelo tempo que devia durar a vida que foi interrompida. Esse efeito não é geral, mas, em caso algum, o suicida se livra das consequências da sua falta de coragem. Mais cedo ou mais tarde, expia, de um modo ou de outro, a culpa em que incorreu.

É assim que certos Espíritos, que haviam sido muito infelizes na Terra, disseram ter-se suicidado na existência anterior e submetido voluntariamente a novas provas, para tentarem suportá-las com mais resignação. Em alguns, verifica-se uma espécie de ligação à matéria, de que inutilmente procuram desembaraçar-se, a fim de voarem para mundos melhores, cujo acesso, porém, lhes é impedido. Na maior parte deles, é o pesar de haver feito uma coisa inútil, que só redundou em decepções.

Por que não temos liberdade para pôr fim aos nossos sofrimentos?

A religião, a moral, todas as filosofias condenam o suicídio como contrário às Leis da Natureza. Todas nos dizem, em princípio, que ninguém tem o direito de abreviar voluntariamente a vida. Mas por que não se tem esse direito? Por que o homem não é livre para pôr termo aos seus sofrimentos? Estava reservado ao Espiritismo demonstrar, pelo exemplo dos que sucumbiram, que o suicídio não é uma falta apenas por constituir infração de uma lei moral, consideração de pouco peso para certos indivíduos, mas um ato agravante, pois quem o pratica além de não se ver livre dos seus sofrimentos ainda acumula outros mais. O Espiritismo nos ensina isso não só na teoria, mas pelos fatos que os espíritos testemunham.

Leia mais em O evangelho segundo o espiritismo – Allan Kardec – Cap. V, item 16.

Por: Seara Bendita 
searabendita.org.br

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