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"POSSUÍMOS EM NÓS MESMOS PELO PENSAMENTO EA VONTADE UM PODER DE AÇÃO QUE SE ESTENDE MUITO ALÉM DOS LIMITES DE NOSSA ESFERA CORPÓREA." ALLAN KARDEC.

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Por que o Espiritismo é considerado o Consolador Prometido por Jesus?

Por que o Espiritismo é considerado o Consolador Prometido por Jesus?

Jesus, no Evangelho de João, disse:

 
 
 

“Se me amais, guardai os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós. Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito”

 
 
 

Pelas palavras de Jesus, verifica-se que a missão do Consolador Prometido é guiar os homens à Verdade, restabelecendo o ensino do Cristo em sua pureza primitiva e abrindo novos horizontes à compreensão humana da vida.

 
 
 

Durante a história da humanidade houve, segundo o ensinamento dado pelos Espíritos superiores, três revelações: O Decálogo, que constitui a parte divina da lei mosaica, o ensino moral contido no Evangelho e o Espiritismo. A primeira revelação da lei de Deus está personificada em Moisés, a segunda no Cristo, a terceira não está personificada em pessoa alguma. As duas primeiras foram individuais, já a terceira é coletiva, eis aí o caráter essencial da revelação espírita.

 
 
 

O Espiritismo levanta o véu lançado sobre alguns mistérios, traz enorme consolação aos deserdados da terra e a todos que sofrem, dando uma causa justa e um objetivo útil a todas as dores humanas. A revelação cristã sucedeu à revelação mosaica e a revelação espírita vem completá-la. O Cristo a anunciou, e ele próprio preside a esse novo surto do pensamento humano. Manifestando-se fora e acima das igrejas, seu ensino dirige-se a todas as raças, porque é baseado no amor e não em dogmas religiosos. Por toda parte os Espíritos proclamam os princípios em que ela se baseia, convidando o homem a meditar em Deus e na vida futura.

 
 
 

A terceira revelação, ao contrário das outras, não está personificada em um só indivíduo porque surgiu simultaneamente em milhares de pontos diferentes, é coletiva no sentido de não ser feita ou dada como privilégio a pessoa alguma, sendo distribuida simultaneamente por sobre a Terra, confirmando a predição de Joel:

 
 
 

"Nos últimos tempos, disse o Senhor, derramarei o meu espírito sobre toda a carne; os vossos filhos e filhas profetizarão, os mancebos terão visões, e os velhos sonhos".

 
 
 

O Espiritismo não ensina nada de contrário ao Cristo, mas desenvolve, completa e explica, em termos claros e objetivos, , o que não foi dito senão sob a forma alegórica. Vem cumprir, nos tempos preditos, o que o Cristo anunciou e preparar o cumprimento das coisas futuras. O Espiritismo não dogmatiza, nem se imobiliza. Sem qualquer pretensão à infalibilidade, seu ensino é progressivo como os próprios Espíritos.

 
 
 

Para ser apreendido o real sentido das palavras ditas por Jesus, era necessário que novas ideias e novos conhecimentos trouxessem a chave indispensável. Contudo estas ideias não podiam surgir antes que o espírito da humanidade houvesse adquirido um certo grau de madureza, era imprescindível que a ciência pudesse contriubir poderosamente para a eclosão e o desenvolvimento de tais ideias. Logo, era necessário dar à ciência tempo para crescer e progredir.

 
 
 

Pela leitura das palavras de Jesus no Evangelho de João, verificamos que o Consolador Prometido deveria apresentar algumas características especiais, a saber: Procurar lembrar o que Jesus ensinou; Ensinar muitas coisas que o Evangelho não pôde explicar adequadamente; Consolar e confortar os que sofrem mostrando a causa e a finalidade dos sofrimentos humanos e o Consolador, como Espírito da Verdade, teria, pois, de dar ao homem o conhecimento de sua origem, da necessidade de sua estada na Terra e do seu destino, espalhando por todo o lado a consolação que advém da fé e da esperança.

 
 
 

Havia a necessidade do encaminhamento posterio do Consolador Prometido porque nem tudo foi dito por Jesus, em virtude da imadureza da humanidade à época; o esquecimento e a falta de vivência das verdades apregoadas no Evangelho e as distorções premeditadas que a mensagem evangélica sofreu ao longo dos tempos pela igreja (Cristianismo). Como aborda Kardec em "Gênese" forma dois mil anos de fermentação e de criminosas deformações da mensagem cristã.

 
 
 

E quando se pergunta se o Espiritismo consegue preencher todas as condições inerentes ao Consolador, a resposta é seguramente positiva. Tal raciocío fica muito claro no Evangelho Segundo o Espiritismo, quando afirma Kardec:

 
 
 

Jesus promete outro consolador: o Espírito de Verdade, que o mundo ainda não conhece, por não estar maduro para o compreender, consolador que o Pai enviará para ensinar todas as coisas e para relembrar o que o Cristo há dito. Se, portanto, o Espírito de Verdade tinha de vir mais tarde ensinar todas as coisas, é que o Cristo não dissera tudo; se ele vem relembrar o que o Cristo disse, é que o que este disse foi esquecido ou mal compreendido.

 
 
 

O Espiritismo veio abrir os olhos e os ouvidos de toda gente, pois fala sem figuras, nem alegorias, e levanta o véu intencionalmente lançado sobre certos mistérios, trazendo a consolação suprema aos deserdados da Terra e a todos os que sofrem e cumprindo, desse modo, todas as condições citadas por Jesus em sua promessa.

 
 
 

Portanto, assim como o Cristo disse “não vim destruir a lei, porém cumpri-la”, também o Espiritismo diz “não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe execução”. Não ensina, abosolutamente, nada contrário ao que ensinou o Cristo, mas tão somente desenvolve, completa e explica em termos mais claros e para toda a gente.

Fonte: https://www.casadejesus.online/

 

 
 
 

S. João. 14:15 a 17 e 26

 
 
 

Atos dos Apóstolos. Cap. 2. Versículos 16 a 18.

 
 
 

KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. VI. O Consolador Prometido. Item 4.

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