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Mensagem do dia

"A luz não deve ir nem muito adiante, nem muito atrás... Para que possamos enxergar, é preciso que ela caminhe ao nosso lado...". CHICO XAVIER.

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Fenômeno magnético

Fenômeno magnético



Reunião pública de 28/8/59 - Questão nº 427


Quem admite hoje o fenômeno magnético, por novidade, se esquece

naturalmente de que, no Egito dos Ramsés, velho papiro trazido aos nossos

dias já preceituava quanto ao magnetismo curativo:

— "Pousa a tua mão sobre o doente e acalma a dor, afirmando que a dor

desaparece."

Séculos transcorreram, até que ele adquirisse extensa popularidade com as

demonstrações de Mesmer e atravessasse, tímido, o pórtico da

experimentação científica com personalidades marcantes, quais James Braid e

Durand de Grosa, Charcot e Liébeault.

E, nos tempos últimos, ei-lo em foco, desde os mais avançados gabinetes

das ciências psicológicas até os espetáculos públicos nos quais a hipnose é

conduzida, indiscriminadamente, para fins diversos.

Entretanto, importa considerar que é justamente em Nosso Senhor Jesus 

Cristo que ele atinge o seu ponto mais alto na Humanidade.

Todavia, não se vale dele o Senhor para alardear os poderes que lhe

exornam o Espírito.

Não lhe mobiliza os recursos para impressionar sem proveito.

Não lhe requisita os valores para discussões estéreis.

Não lhe concentra as possibilidades para a defesa de si próprio.

Jesus é o amor divino alongando os braços à angústia humana.

Estende a mão e cegos vêem, e paralíticos se levantam, e feridentos se

alimpam e obsídiados se recuperam.

Fita Madalena em casa de Simão e dá-lhe forças para que se liberte das

entidades sombrias que a subjugam; contempla Zaqueu no sicômoro e

modifica-lhe as noções da riqueza material; fixa Judas no cenáculo e o

companheiro infeliz foge apressado, incapaz de suportar-lhe a presença, e

endereça a Pedro um simples olhar das grades da prisão e o amigo que o

negara pranteia amargamente.

Ainda assim, não se detém nos casos particulares. Junto ao povo, tempera

cada manifestação com autoridade e doçura, humildade e comando, respeito e

compreensão.

De ninguém indaga a prática religiosa, para fazer o bem.

No ensinamento, utiliza parábolas para não ferir fosse a quem fosse.

A todos oferece o apaziguamento da alma, antes da cura física.

Não procura os poderosos da Terra para qualquer entendimento, e, sim,

busca de preferência os que passam curvados sob o jugo das aflições.

Não se faz precedido de arautos e batedores.

Não demanda lugares especiais para a exibição dos fenômenos que lhe

vertem das faculdades sublimes.

E, para imprimir o magnetismo divino da Boa Nova na mente popular,

traça no monte as bem-aventuranças da vida eterna, proclamando veemente:

"Felizes os humildes de espírito, porque a eles toca o reino dos Céus.

Felizes os que choram, porque serão consolados.

Felizes os afáveis, porque possuirão a Terra.

Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.

Felizes os misericordiosos, porque obterão misericórdia.

Felizes os que trazem consigo o coração puro, porque sentirão a presença

de Deus.

Felizes os pacíficos e os pacificadores, porque serão chamados filhos do

Altíssimo.

Felizes os que forem perseguidos sem causa, porque o reino dos Céus

lhes pertence."

Se afeiçoas, assim, ao fenômeno magnético, seja qual for o filão de tuas

atividades, poderás estudá-lo e incrementá-lo, estendê-lo e defini-lo, mas, para

que dele faças motivo de santidade e honra, somente em Jesus Cristo

encontrarás o luminoso e indiscutível padrão.

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