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Doença Mental, Quadros Psicóticos e o Espiritismo - Wagner Ideali

Publicada em: 26/10/2025 18:38 -

 

A doença mental constitui um dos maiores desafios da experiência humana. Quando se manifesta em sua forma grave — nos quadros psicóticos, como a esquizofrenia, a paranoia ou as psicoses afetivas —, compromete não apenas o equilíbrio íntimo do indivíduo, mas também sua inserção social, familiar e profissional. A psicose é caracterizada pela perda parcial ou total do contato com a realidade, conduzindo a delírios, alucinações, desorganização do pensamento e do comportamento.

Do ponto de vista da ciência médica, as causas estão ligadas a fatores biológicos (alterações genéticas, neuroquímicas e estruturais do cérebro), ambientais e psicossociais. Contudo, o Espiritismo, sem negar a importância e a seriedade do diagnóstico médico, acrescenta a dimensão espiritual como chave de compreensão mais ampla.

A Visão Espírita sobre a Doença Mental

Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns e A Gênese, já apontava que muitas enfermidades do corpo e da mente têm relação com a alma e com sua história espiritual. O Espírito imortal, ao reencarnar, traz consigo não apenas conquistas, mas também débitos, tendências e desequilíbrios que se refletem no psiquismo e, por consequência, no organismo físico. A mente, fonte criadora, imprime no cérebro suas marcas, e quando desajustada, pode provocar disfunções psíquicas que se manifestam como transtornos mentais.

Nos casos psicóticos, pode-se encontrar, além da predisposição orgânica, fatores espirituais agravantes: a presença de obsessões espirituais persistentes.

Obsessão Espiritual e Psicose

O Espiritismo define obsessão como a influência persistente de um Espírito inferior sobre um encarnado, que pode se dar em graus diversos:

  • Obsessão simples: pensamento insistente e inoportuno.
  • Fascinação: o obsessor domina a mente, interferindo na percepção da realidade.
  • Subjugação: ocorre verdadeiro domínio, físico ou moral, sobre a vítima.

Em muitos quadros psicóticos, pode haver superposição desses fenômenos. O indivíduo já fragilizado biologicamente e psicologicamente torna-se mais vulnerável à ação de entidades perturbadas, que encontram ressonância em suas tendências ou em vínculos de vidas passadas. Assim, a psicose pode ser vista como resultado da soma de fatores materiais e espirituais.

O Que o Espiritismo Pode Oferecer

O Espiritismo não substitui a medicina nem a psiquiatria, mas oferece recursos complementares e profundamente humanizadores:

  1. Esclarecimento – Mostra que o Espírito é imortal e que os sofrimentos atuais fazem parte de um processo educativo e reparador. Isso dá sentido à dor e esperança de superação.
  2. Oração e Evangelho – A prática da prece e a vivência do Evangelho renovam a atmosfera mental do enfermo e dos familiares, fortalecendo-os contra as influências espirituais negativas.
  3. Passe magnético e fluidoterapia – Recursos aplicados nas casas espíritas que visam harmonizar os centros de força (chakras), aliviando tensões psíquicas e auxiliando no reequilíbrio energético.
  4. Reuniões de desobsessão – Tratamento espiritual que auxilia a desvinculação dos Espíritos obsessores, esclarecendo-os e encaminhando-os.
  5. Ambiente familiar equilibrado – O Espiritismo convida a família a compreender, amar e acolher o enfermo, substituindo o preconceito e o medo pela compaixão e paciência.

Integração entre Ciência e Espiritismo

O ideal é a integração: o tratamento psiquiátrico, com medicações e psicoterapia, deve ser respeitado e seguido, pois o cérebro necessita de reequilíbrio químico. Paralelamente, o amparo espiritual ilumina as causas mais profundas, dando condições de progresso à alma.

O Espiritismo, portanto, não estigmatiza o doente mental. Pelo contrário, o reconhece como um Espírito em processo de reajuste, muitas vezes cumprindo dolorosos resgates ou lutando contra si mesmo em dramas interiores seculares.

Conclusão

A psicose é um campo onde se encontram a biologia, a psicologia e a espiritualidade. O Espiritismo não propõe exclusão dos recursos médicos, mas os complementa com o olhar amoroso e libertador do Cristo, que nos ensina a acolher os aflitos. Onde muitos enxergam apenas a loucura, o Espiritismo vê o Espírito em crise, mas nunca perdido, pois todo sofrimento é transitório e conduz à regeneração.

Wagner Ideali

 

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